Homeopatia

 

O que é o medicamento homeopático?


Os medicamentos homeopáticos são preparados a partir de substâncias extraídas da natureza, provenientes dos reinos mineral, vegetal ou animal.

Para que a substância da natureza seja usada como medicamento homeopático, é necessário prévio conhecimento de sua potencialidade curativa, através da experimentação no homem são. Tais substâncias podem ser tanto tóxicas quanto inertes, desde que, quando experimentadas, ofereçam a melhor similitude aos sintomas da doença a ser tratada.

As preparações básicas dessas substâncias recebem o nome de tinturas-mãe e a partir delas são iniciados os processos das diluições sucessivas.

No início de suas experiências, Hahnemann começou diluindo os medicamentos e verificou que, quanto mais diluía, minimizavam-se as reações indesejáveis. Percebeu também que ao fazer diluições sucessivas das substâncias e agitá-las diversas vezes, obtinha sempre melhores resultados, foi assim que ele chegou às doses mínimas. Desta maneira, a toxicidade das substâncias é atenuada e o potencial curativo é aumentado.

Ao processo de diluição seguido de agitação, damos o nome de dinamização (dynamis- vem do grego e significa força). Através da dinamização, se consegue despertar na substância a capacidade de agir sobre a força vital do organismo vivo.

 

ORIGEM E CLASSIFICAÇÃO:

 

A - Derivados de Vegetais: O Maior Número Deles

I - Plantas inteiras: Belladonna, Aconitum napelus

Partes delas: Svmphytum officinalis (raízes frescas); Sanguinaria canadensis (raízes frescas); Nux vomica (sementes)
Lycopodium clavatum (esporos)

II - Produtos fisiológicos (SARCÓDIOS).  Ex.: Asa foetida, Terebinthinae oleum, Hura brasiliensis, Opium (resinas vegetais)

III - Produtos patológicos (NOSÓDIOS). Ex: Secale cornutum (fungo Claviceps purpurea que cresce sobre o grão de centeio); Ustilago maidis (fungo sobre grão de milho); Solanum tuberosum (fungo que cresce na batata).


B - Derivados de Animais

I - Inteiros, partes, frescos ou secos, vivos ou mortos:
Ex: Apis mellifica (abelhas vivas); Cantharls vesicatoria (cantáridas secas); Tarantula cubensis e Tarantula hispana (aranhas inteiras)

II - Produtos fisiológicos (SARCÓDIOS)

Ex: Lachesis trigonocefalus, Crotalus horridus, Naja vipera (venenos de cobras); Sepia succus (tinta de polvo);
Mephites putorius (secreção de glândulas anais de um tipo de raposa); Moschus (musk); Lac defloratum e Lac caninum (leites); Calcarea ostrearum (pó de cascas de ostras)

III - Produtos patológicos (NOSÓDIOS), bactérias ou suas toxinas, órgãos doentes ou suas secreções.

Ex.: Tuberculinum, Syphylinum, Psorinum, Streptococcinum

IV - ORGANOTERÁPICOS, obtidos de órgãos frescos ou secos, ou de suas secreções, como os hormônios.

Ex.: Thyreoidinum, Ovarium, Insulina, Adrenalina.

 

V - AUTO-ISOTERÁPICOS ou AUTONOSÓDIOS:

Produtos fisiológicos ou patológicos de um doente, utilizados com a finalidade de tratar sua própria doença.São as “auto vacinas homeopáticas”, geralmente preparadas a partir de secreções do nariz, orofaríngea, sangue (auto-hemoterápicos), pele (eczemas, pus, carcinomas), urina, fezes, etc.

 

C - Derivados do Reino Mineral

 

 I - Origem natural:  Ex.: Aurum metalicum (Ouro) , Kali carbonicum (carbonato de potássio obtido das cinzas de plantas), Natrum muriaticum (sal marinho não-purificado), Graphites (produto inglês da mina de Borrowdale), Petroleum (da Austria) Mica (completamente branca, da Índia), Sulphur (da Itália).

 II - Origem industrial, sintética: sais orgânicos, vitaminas.

 Ex.: Sulfanilamida, Mercurius iodatus ruber, diversas penicilinas.

 III - Preparações exclusivamente homeopáticas:

 Ex.: Hepar sulphuris = cascas de ostras em pó com enxofre; Causticum = mistura de cal em água, com bissulfito de potássio e água fervente; Mercurius solubilis = nitrato de protóxido de mercúrio com amônia; Calcarea acetica = pó de cascas de ostras com vinagre de vinho.

 

 D - Imponderáveis: Não-Enquadrados nos Casos Anteriores:  Ex.: Magnetis polus arcticus, Eletricidade, Raios-X, Ralo de sol, Raio de lua.